E caminhando ele sofria. E sofrendo suas pernas doíam, latejavam.
Aquele pobre ancião já não se agüentava mais de tanto andar, tanto andar e nunca chegar, nunca chegar e sempre ter que seguir.
É com tristeza e dor que ele se lembra das pedras que tropeçara e não se perdoa por não ter enxergado-as, enquanto o patamar mortal do seu ódio por si próprio o consumia.
Agora já não é capaz de enxergar pedra alguma, tropeça em todas, cai em todas e a dor aumenta a cada instante, a cada segundo.
Morrer seria presente, só por isso insiste em viver.
SOFIA
Há 5 semanas
3 imaginações a respeito:
Belíssimo texto! =) Parabéns!
A maior de todas as pedras talvez seja a que esteja dentro dele.
Seus escritos são ótimos.
Até...
Tudo é tãão bonito aqui!
=]
BeeiijO
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Eis a caixa da vida. Quem aqui escreve algo, mostra que não está morto...