Para Maria Alice.
Aonde eu continuo vivendo, eu não sei bem o que é.
Olho em volta de mim e percebo que sou uma ilha de rancor
Cercada de livros e pensamentos por todos os lados.
Olho para o meu quarto, para a minha mesa e para as minhas coisas
E percebo o quão estou tão distante de tudo aquilo,
O quão estou longe de mim
E o quanto me afasto do que eu era ontem,
Do que eu deveria ser hoje na visão do meu anteontem.
Vejo as paredes cheias de olhos,
Mas surdas em suas próprias loucuras.
Sinto o vento entrar pela janela
E me enchendo de sentimentos que não são meus,
Enchendo-me de glórias e arrependimentos,
Fazendo-me culpar por ter feito aquilo que eu continuo a fazer;
Por ser o meu erro e o meu aprendizado;
Por ser a glória dos meus erros e o clamor horrível da minha vaidade.
Uma vez me lembrei de algo que não fiz,
Mas do que fiz eu procurei não lembrar.
E depois, hipócrita que sou, sai pregando que é melhor errar do que fazer,
Como se isso se alcançasse a verossimilhança.
Porque as pessoas falam o que não sabem?
Porque gostam de repetir o que não conhecem, esse é o início
Da perdição das almas prostituídas.
Como eu queria ser feliz eternamente agora.
Tolo hoje sou.
SOFIA
Há 5 semanas
1 imaginações a respeito:
UAU!!!
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Eis a caixa da vida. Quem aqui escreve algo, mostra que não está morto...