Ando pelas várzeas, pelos becos e pelo espaço urbano; ando a vagar pelo asfalto e pelas praças; ando junto aos pombos e rente as baratas; ando pelas avenidas e pelas ruas de uma cidade suja. Eu sou a sujeira.
Quando olho para uma senhora que utiliza trajes de inverno tão belos, pergunto-me se ela não se incomoda em usar uma vestidura tão pesada. Pergunto-me se ela não sente o peso desses trajes no seu processo de fabricação, indago-me se ela não sente o peso de usar esses trajes onde tantos morrem de frio.
Ela entra na loja de roupas. A mesma loja que eu tentei entrar e fui banido. Por que será que ela compra tantas roupas se ela já tem o bastante? Tenho de me lembrar de roubar essa loja mais tarde, durante a madrugada, quando ela estiver fechada. Quero saber o que tanto ela procura lá dentro. Será que lá tem algo que me sirva? Creio que não.
Ela passa a uma distância não tão grande de mim; não cheguei a vê-la, pois eu estava de costas para que ela não visse o meu rosto. Sei que ela passou por mim graças ao seu cheiro e pelo barulho do seu salto batendo no chão. Ah! E como é refrescante o cheiro do seu perfume... e como é bela essa moça... Será que ela se casaria comigo? Também creio que não.
Agora tenho que voltar aos meus afazeres de morador de rua. Droga! Esse meu número de malabarismo no semáforo não está rendendo nada. Preciso pensar em algo novo, algo diferente. Será que as pessoas me darão dinheiro se eu tiver boas roupas e um bom perfume? Pela última vez: creio que não.
Quando olho para uma senhora que utiliza trajes de inverno tão belos, pergunto-me se ela não se incomoda em usar uma vestidura tão pesada. Pergunto-me se ela não sente o peso desses trajes no seu processo de fabricação, indago-me se ela não sente o peso de usar esses trajes onde tantos morrem de frio.
Ela entra na loja de roupas. A mesma loja que eu tentei entrar e fui banido. Por que será que ela compra tantas roupas se ela já tem o bastante? Tenho de me lembrar de roubar essa loja mais tarde, durante a madrugada, quando ela estiver fechada. Quero saber o que tanto ela procura lá dentro. Será que lá tem algo que me sirva? Creio que não.
Ela passa a uma distância não tão grande de mim; não cheguei a vê-la, pois eu estava de costas para que ela não visse o meu rosto. Sei que ela passou por mim graças ao seu cheiro e pelo barulho do seu salto batendo no chão. Ah! E como é refrescante o cheiro do seu perfume... e como é bela essa moça... Será que ela se casaria comigo? Também creio que não.
Agora tenho que voltar aos meus afazeres de morador de rua. Droga! Esse meu número de malabarismo no semáforo não está rendendo nada. Preciso pensar em algo novo, algo diferente. Será que as pessoas me darão dinheiro se eu tiver boas roupas e um bom perfume? Pela última vez: creio que não.
2 imaginações a respeito:
amei msm...foi muito massa..mas não to conseguido demostrar o quanto gostei..já te falei não to muiro bem...mais vc escreve perfeitamente bem...bjooo
Claro que você é a sujeira...
Cocozão, lembra? ^^
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Eis a caixa da vida. Quem aqui escreve algo, mostra que não está morto...