Entre cada passo eu passo o impasse
Fui impassivo e transgressor
Meus instintos de rebeldia eram minha marca
E não aceitava a opressão
E os tempos pueris na chibata me incomodavam.
E hoje, somente hoje
Depois da revolta e da explosão
É que tive de aceitar
Que sozinho eu não mudo o mundo
E que tenho de me adaptar
A viver essa vida de horror
Para, enfim, chegar a lugar algum.
E entre cada passo eu me pacifiquei
E passivamente fui adestrado
A ser o que eu mais temia:
Um ser do orgulho calado.
INSTANTE
Há 8 meses
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Eis a caixa da vida. Quem aqui escreve algo, mostra que não está morto...