terça-feira, abril 19, 2011

Portas que se Abrem

Abre a primeira porta

Entrar e sorrir. Chorar e temer.
Dor no peito. Dor na alma
Exultação no corpo... na mente
Eis a vingança do real sobre o abstrato

Abre a segunda porta

Correr para onde não mais
Sem limite para se alcançar
O limiar do infinito é restivo
Para reiniciar e agonizar no final

Abre a terceira porta

Onde estás? Não sabe.
Perder-se em si mesmo
Correr dos seus sonhos
E procurar o próprio receio

Abre a última porta

Sair e chorar. Sorrir e aliviar.
Ânimo no coração. Ânimo no espírito
Tristeza na carne... no pensar
Eis a revolta do abstrato sobre o real.

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Eis a caixa da vida. Quem aqui escreve algo, mostra que não está morto...


blog criado em 23 de Julho de 2009

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