Sou um mar, um vento, uma noite e uma pele cintilante; sou o odor trêmulo das noites mal dormidas; sou o fracasso dos sonhos mal elaborados; sou o seio da mãe que não possui filhos; sou a representação última do caos; sou o meio termo daquilo que está para terminar; sou louco - pois tenho lucidez sem necessidade -, sou leve - pois flutuo em meus sonhos -, sou pequeno, sou grande; sou pobre de espírito e rico de pobreza; sou forte em teorias e mediano em práticas; sou antagônico sem ser ambigüo; não sou intelectual, mas não me faço passar por um; não tenho medo da vida, apesar de ser devorado por ela todos os dias; sou breve, apesar desse longo texto egocentricamente mesquinho.
INSTANTE
Há 8 meses
1 imaginações a respeito:
o homem e sua necessidade de afirmação e de se confundir.
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Eis a caixa da vida. Quem aqui escreve algo, mostra que não está morto...