quinta-feira, setembro 24, 2009

A Subjetividade no Jogo de Amar

Aquele casal passara horas se entreolhando, um querendo ganhar do outro naquela briga, um jogo cujo sentido era o de provar qual dos dois era o mais forte. Grande tolice, ambos eram fracos.

Um era do outro, mas ambos não se possuíam. Ela devotava todo o amor do mundo a ele, mas não o vivia, procurava outros horizontes por pura mania de sensatez, ou por medo, ou por dó... vai saber! Ele era recíproco em seus sentimentos, ela era pra ele tudo o que ele tinha; nada fazia mais sentido a não ser tê-la consigo, mas algo o atrapalhava a conquistá-la, talvez a falta de atenção aos detalhes, o excesso de “regras” não cumpridas, ou uma barreira invisível que os separavam... também não sei bem dizer o que realmente era.

Então, depois de horas parados um à frente do outro, ela não se agüentou mais, se levantou e ao mesmo tempo em que dava uma bofetada no rosto dele, dizia:

– Chega de subjetividade! Toma isso pra ver se enxerga alguma coisa na frente do seu nariz.

Ele se levantou e se foi com a certeza de que nada mais poderia fazer a não ser ter que continuar a viver, viver sem aquela loucura que ele insiste tanto em chamar de amor.

5 imaginações a respeito:

Alice Mattos disse...

Uma bofetada necessária. Bem feito pra ele... hehehe
=*

Maraíza disse...

Hehee! Muito bom como vc trata o jogo mesquinho do "amor" no seu texto! Gostei muito!
bjs

Laís disse...

Cada vez q leio um dos seus post's fico mais fascinada! Adoro!

♫ Liliane ♥ disse...

Amei, amei, amei!
Final surpreendente e totalmente incrível!
bjos!

♫ Liliane ♥ disse...

Bofetada merecida! Da próxima, ele aprende!

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Eis a caixa da vida. Quem aqui escreve algo, mostra que não está morto...


blog criado em 23 de Julho de 2009

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