De deserto a maré
Poderia fazer o que puder
Até uma estrofe de quatros versos, sendo o último branco e longo ao extremo.
Posso correr pelas calçadas das avenidas
Posso gritar o seu nome por aí
E te procurar nos lugares mais improváveis.
Posso gritar o seu nome por aí
E te procurar nos lugares mais improváveis.
Posso pular, cantar e me desagradar.
Ser o herói ou o vilão que eu quiser
Ser tachado de louco
De lúcido.
Variar entre ouvir música ou uma piada
Assistir a TV ou o brilho dos seus olhos
Apaixonar-me pela vida
E amar a mim mesmo
Assistir a TV ou o brilho dos seus olhos
Apaixonar-me pela vida
E amar a mim mesmo
Esquecer o tempo
E lembrá-lo amanhã
Como se o amanhã nunca mais fosse existir.
Posso fazer estrofes de um verso
Posso viver pelo hoje
E deixar o amanhã para o amanhã.
Posso ser até o que não me permitem
Posso censurar a censura
Posso ser preso
E impedido de ir e vir
Posso não poder
E poder não querer.
Só o que não posso
É deixar de poder.
E deixar o poder.
1 imaginações a respeito:
bom seria se otdos deixassem o poder, por perceberem que podem fazer algo....
o velho dilema do contrato...
curti... seguindo...
volto pra ler mais
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Eis a caixa da vida. Quem aqui escreve algo, mostra que não está morto...